A | B | C | D | E | F | G | H | I | J | K | L | M | N | O | P | Q | R | S | T | U | V | W | X | Y | Z | 0-9
Disco    
   

Grupo: Venetian Snares
Título: Rossz Csillag Alatt Született
Ano: 2005
Editora: Planet Mu
Formato: CD

Falar de Venetian Snares é falar de estruturas rítmicas, colagens de samples, arrojo criativo e de exploração de novas combinações, abertas pela expansão tecnológica associada à produção musical. E Aaron Funk é o músico que, desde Winnipeg, no Canadá, opera essa máquina de combate à acomodação, firme na certeza de que o novo é motivador e, mais do que isso, inato.

A posição de risco que assume é o de implodir qualquer estrutura melódica existente, criando o mais perfeito caos, para a partir daí, reconstruir objectos sonoros de formas irreconhecíveis, mas perfeitamente integradas num fluido dinâmico e melodioso. Como se da natureza morta fizesse ressuscitar novas formas de vida, traduzidas em inesperadas combinações ritmico-melódicas. Um movimento que materializa a translacção do compositor - entendido como um artista que empresta a sua alma a estruturações musicais - na figura do produtor à frente do seu tempo, capaz de antecipar jogos de estímulos cerebrais e de propor perspectivas novas sobre o modo de esculpir, pela técnica, amálgamas sonoras em decomposição plástica.

No seu novo álbum Aaron consegue ir muito mais longe do que nos passos que o antecederam: a abordagem do caos faz-se pelo lado do classicismo orquestral, muito inspirado pela circunstância de ter sido gravado na imponente Budapeste. Os reflexos disso surgem evidentes na arquitectura desenhada em «Rossz Csillag Alatt Született» e nas próprias palavras e títulos dos temas. A elegância das cordas mistura-se com uma confusão urbana disconexa, trazida por constantes alterações na pulsação rítmica. À catedral solene da trilha melódica, depressa se contrapõe o som metálico dos guindastes e das modernas construções de ferro, vidro e matéria orgânica reflectida na operação das máquinas produtoras de sons.

No final, tudo resulta num admirável mundo novo, dominado pela técnica, mas também por uma compulsiva adesão a sonoridades que se estranham, mas que acabam por se fundir num novo esquema de representações musicais, reconhecidas pelo seu apelo intrínseco à alteração de padrões.

     
Temas   1 Sikertelenség (0:40)
2 Szerencsétlen (4:55)
3 Öngyilkos Vasárnap (3:26)
4 Felbomlasztott Mentökocsi (3:44)
5 Hajnal (7:46)
6 Galamb Egyedül (1:36)
7 Második Galamb (6:01)
8 Szamár Madár (5:49)
9 Hiszékeny (1:39)
10 Kétsarkú Mozgalom (8:50)
11 Senki Dala (2:16)
     
Outros discos do mesmo artista / grupo   - Hospitality | CD | 2006
- Detrimentalist! | CD | 2008
- Filth | CD | 2009
- My So-Called Life | CD | 2010
- My Love Is A Bulldozer | Digital | 2014
- Traditional Synthesizer Music | Digital | 2016
   
Artistas / grupos relacionados   - Last Step
     
www.rum.pt www.sensoria.pt