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Disco    
   

Grupo: Buoys, the
Título: Grillo Parlante
Ano: 2007
Editora: Bathysphere
Formato: CD

«Grillo Parlante» é o primeiro disco dos The Buoys, um trio britânico, de Leicester, que produz uma música arrítmica e cinemática, com um elevado grau de sedução e mistério.

A verdade é que todos os seus membros têm relações próximas com a sétima arte, o que acaba por ter reflexos evidentes nas movimentações cénicas sugeridas pelos temas que se ouvem neste disco. Chris Cousin, para além de se encarregar a título individual do projecto Sofalofa e, em grupo, fazer parte ainda dos Chin Chin, Big Toe e Normal Position, tem trabalhado na confecção cuidada de bandas sonoras para cinema, televisão e instalações multimédia. Esta actividade é também a zona de actuação primordial de Steve Gibbs, que acumula com a expressividade dub dos seus Vibronics e com a produção e engenharia sonora de diversos projectos ligados ao reggae. Stu Smith é operador de câmara, editor cinematográfico e designer gráfico, e ainda emprega o seu tempo livre na construção de aparelhos de electrónica analógica, que acabam por ser usados na música dos the Buoys. Musicalmente, a sua plurifacetada actividade já se revelou útil nos Heliotrope, um grupo de dub psicadélico do qual faz parte, e na produção de discos dos Human League.

Deste capital acumulado de múltiplos cruzamentos entre as artes cénicas, cinematográficas e multimédia, com a elaboração cuidada de superfícies sonoras ambientais, surge o trabalho apresentado em «Grillo Parlante». O cenário assim construído é a tela perfeita sobre a qual se encontram personagens solitários, contruídos com enorme rigor e pormenor, que se deslocam em movimentos lentos na penumbra nocturna, apenas quebrada pela incidência intromissiva dos néons desta cidade imaginária e pelo burbulhar ocasional da urbe adormecida. Estes vultos irreais são descritos com precisão através de sintetizadores embalados e guitarras etéreas, enquanto interferências electrónicas fazem esquecer a quase inexistência de ritmo e tornam abrasivos os contornos espreguiçados destas aventuras fora de horas, que assim se tornam sobressaltadas e incertas, mesmo se captadas em câmara-lenta e embaladas por intermináveis mantras que resultam da monotonia das madrugadas sem fim. Um excelente guião, adaptado a música com enorme mestria!

     
Temas   1. Absolutely Nothing
2. Aches
3. Balance
4. Spider
5. Dehli Handkerchief
6. Wilderness
7. Solar
8. New
9. Forman
10. Wrist
     
   
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