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Disco    
   

Grupo: Barbara Morgenstern
Título: Doppelstern
Ano: 2015
Editora: Monika Enterprise
Formato: Digital

«Doppelstern» é o sétimo álbum de Barbara Morgenstern, ao qual será ainda necessário somar a compilação «Fan No. 2» (2010) e a colaboração com Robert Lippok, dos To Rococo Rot, em «Tesri» (2005). Isto para além dos dois álbuns dos September Collective, grupo que formou com Paul Wirkus e Stephan Schneider (Kreidler e To Rococo Rot), e de outros dois em conjunto com Bill Wells, Annie Whitehead e, de novo, Stephan Schneider. Com tais companhias, percebe-se de imediato que o contexto musical em que Barbara se sente em casa é o da música electrónica, que abraça de um modo apaixonado nas suas mais diversas cambiantes.

Este novo álbum procurou inspirar-se no conceito de estrela dupla, fenómeno que ocorre quando duas estrelas, observadas a partir da terra, aparentam estar uma ao lado da outra. Daí que todas as canções aqui presentes resultem da junção dos talentos de Barbara a 11 músicos diferentes, com proximidades musicais diversas, mas com a mesma vontade de exploração dos conceitos de canção e das sonoridades que partem (quase sempre) da electrónica para se expandir a outros universos. E assim, «Doppelstern» se transformou numa parada de estrelas (underground, é certo) que, no seu conjunto, fazem deste um disco variado e fascinante, com a unidade a ser garantida pela sensibilidade pop de Barbara, ainda que sempre exercitada nos limites desse formato.

Atentemos, pois, no impressionante conjunto de músicos que este álbum conseguiu reunir: T.Raumschmiere, Hauschka, Gudrun Gut, Justus Köhncke e Robert Lippok, Corey Dargel, Julia Kent, Lucrecia Dalt, Coppé, Tonia Reeh, Richard Davis e Jacaszek. Cada um deles se encarregou de ajudar a edificar cada uma das canções aqui presentes, multiplicando as abordagens, cruzando linguagens e aumentando o encantamento causado não só pelo conjunto, mas por cada tema tomado individualmente.

E assim, qual supernova em fase de brilho intenso, «Doppelstern» acolhe com igual carinho o tecido texturado de construções electrónicas de carácter digital, o mecanicismo físico descendente do krautrock, a elevação espiritual de vozes celestiais em contraponto, o apelo pulsátil da pop dançável e a doçura acústica de um classicismo orientado à canção. E é por isso um disco suberbo, que definitivamente, coloca Barbara Morgenstern na galeria dos notáveis.

     
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