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Disco    
   

Grupo: Erik Friedlander and Black Phebe
Título: Rings
Ano: 2016
Editora: Skipstone Records
Formato: Digital

Ao longo de toda a sua carreira, o veterano violoncelista norte-americano Erik Friedlander, uma figura incontornável do underground nova-iorquino, sempre gostou de ir além do seu habitat natural, o jazz, e experimentar cruzamentos com outras linguagens. Com o seu novo trio, Black Phebe, é exactamente isso que volta a fazer, expandindo ainda mais a sua paleta musical e estabelecendo diálogos com o tango, a folk, a música tradicional ou a música de câmara.

Com Shoko Nagai e Satoshi Takeishi, Fridlander parte, neste disco, do conceito de anel, materializado na ideia de repetição de ciclos, frases musicais, que podem ser longos, mas também durar apenas alguns segundos. É partir desta ideia essencial, que se apoia tecnicamente no conceito de live looping, que «Rings» se desenvolve, adoptando diferente instrumentação de acordo com diferentes colorações que vão surgindo ao longo do disco.

As principais diferenças cromáticas, que resultam na adopção de ambientes mais melancólicos ou mais efusivos, advêm do papel de Nagai, consoante abraça o sopro saltitante do seu acordião, ou dedilha solenemente as teclas do piano. O violoncelo de Friedlander, sempre fiel à ideia de repetição, e a percussão de Takeishi escolhem a disposição certa para acompanharem os edifícios musicais assim projectados.

Com esta estratégia, utilizada com doses abastadas de criatividade e risco, o trio constrói em «Rings» um corpo musical orgânico, cuja fluidez hipnótica se deve em grande parte a um talento notável para improvisar em cima das estruturas repetitivas, fazendo deste um disco dinâmico e muito sedutor.

     
   
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