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Disco    
   

Grupo: Building Instrument
Título: Kem Som Kan A~ Leve
Ano: 2016
Editora: Hubro
Formato: Digital

A arte do pintor e artista alemão Kurt Schwitters (1887-1948), que com o advento do Nazismo se refugiou na cidade de Molde, na Noruega, foi a principal inspiração para a escrita do segundo álbum do trio Building Instrument.

«Kem Som Kan Å Leve» ocupa um lugar muito especial, no qual se encontram em ambiente de confissão, a música electrónica, a pop orgânica e fluida, tocada por um sopro poético, e sonoridades místicas, transcendentes, perto da gravidade zero. É um disco construído com instrumentação exótica (zither, kazoo), entrelaçada por sintetizadores etéreos e percussão firme, mas subtil, ou mesmo misteriosa, coroado com as palavras indecifráveis que se soltam, sem linguagem real, da voz planante de Mari Kvien Brunvoll.

A mente livre de Schwitters e o seu prazer pela deambulação artística, pluridisciplinar, refecte-se em cada um dos temas que aqui encontra refúgio, num composto fluido de misticismo e surrealismo, mas com um toque marcadamente nórdico. O que nos ajuda a pensar na música de Building Instrument como o filho bastardo dos Sigur Rós com os Animal Collective, em modo de recolhimento espiritual. Por isso, vive-se do princípio ao fim um ambiente de levitação, mas não recusando nunca os rituais de simbiose com a natureza, o que atribui a «Kem Som Kan Å Leve» um certo lado folk que também ajuda esta música a tornar-se-nos familiar.

     
     
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