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Disco    
   

Grupo: White Wine
Título: Killer Brilliance
Ano: 2017
Editora: Altin Village and Mine
Formato: Digital

No currículo musical de Joe Haege (ex-31 Knots, ex-Tu Fawning e músico de palco dos The Dodos) nada encontramos que ombreie, em criatividade e assertividade, com o que podemos encontrar em «Killer Brilliance» o quarto álbum daquele que começou por ser o seu projecto a solo, mas que se desenvolveu em formato trio, incorporando Fritz Brückner (técnico de som dos Tu Fawning) e, mais tarde, Christian Kühr.

Gravado durante 18 meses, ao longo dos quais Haege se mudou de Los Angeles para Leipzig, na antiga Alemanha de Leste, aproveitando um apartamento vago junto à casa de Brückner, «Killer Brilliance» apresenta uma sonoridade misteriosa e intensa, mas também elegíaca e positiva, condensando em cada tema a multivariada composição emocional que é intrínseca à complexidade da vida de cada um.

Por isso, não é de admirar que numa mesma canção se passe com facilidade do arrepio para a efusividade; da indefinição de contornos para a clareza de ritmos e melodias; do estranho para o confortável, em incontáveis jogos de contrários que procedem da densa trama de elementos sonoros que se entrelaçam, umas vezes em harmonia, outras em colisão frontal. E cada canção é construída e alimenta-se dessa tensão gerada pela constatação inevitável de que a perfeição não nos habita e que o ideal da felicidade permanente não se nutre do liso e do plano, antes sim, do rugoso, imprevisível e doloroso.

«Killer Brilliance» é um disco completo, complexo, estranho, afável, estimulante, criativo, apelativo, obtuso, difícil, duro, doce, saboroso e muito, muito bom. Quem se atreve a não escutar?

     
Outros discos do mesmo artista / grupo   - Who Cares What the Laser Says | Digital | 2016
- Hurry Home (single) | Digital | 2017
   
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